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TECLADO

Tec… Tec… Tec… É incrível como cada vez que esse teclado faz um barulhinho, é algo que estou falando, uma emoção que estou passando, uma fase em que estou vivendo. O teclado é uma ferramenta que pode transmitir aquilo que você está sentindo no momento, seja alegria, tristeza, depressão, felicidade ou se está amando. As vezes ficamos muito tempo em uma tecla só, como na vida, tentamos várias vezes naquela mesma pessoa, situação ou caso.

Não poderia ser diferente para mim, queria eu, fazer da minha vida um teclado touch screen e com corretor automático. Não daqueles em que você escreve “porra” e ele corrige para “porta”. Queria algo tipo escrever “emoção” mas sair com “razão” ou até mesmo algo lado a lado.

Confesso que já bati muitas vezes na mesma tecla, até ela parar de funcionar, na minha “emoção”. Foi muito difícil para mim a tecla R, mas que de tanto desgastar, quase não enxergo em meu teclado essa letra, é uma tecla apagada que só uso para a “R”azão.

Hoje pensei muito na tecla L, é uma tecla de anos e anos, da maior parte deles bons momentos, mesmo que envolvidos apenas por um teclado. O problema do L, foi o “L”ugar, a distância, que não nos deixou nos envolver intensamente. Mas está bom assim, algumas teclas permanecem no coração, mesmo não as usando todos os dias.

Atualmente, me deparo com a tecla G. E não é G de “G”ordo, muito pelo contrário. É um G que estou conhecendo e “G”ostando cada vez mais. Talvez pode ser esse “G” que tanto preciso no momento. G de grandeza, gostoso haha, gentil, aí aí, o G…. Um GUIa da felicidade, será? Isso só vou saber conforme o tempo for passando e as teclas formando palavras naturalmente, sem forçar bater na mesma tecla.

E meu alfabeto vive assim, algumas teclas a mais outras a menos. Tenho letras boas para recordar: D, P, A, RH, L, L de novo ou P, enfim, sempre serão importantes teclas no meu teclado.

Até onde vai?

Olha aí eu de novo aqui…

Nesses últimos dias, estou pensando e tentando imaginar como seria a morte. Para onde vamos depois de tanto sofrimento que é estar vivo? Será que as coisas pioram? Tantas dúvidas que passo atualmente, não sei como serão as respostas depois.

O depois: Como será que as coisas vão ficar se eu não puder interferir?

O antes: O que eu poderia ter feito para mudar o rumo das minhas próprias ações?

O presente: Até quando vou sentir essa solidão? Tristeza? Falta de ânimo para fazer as coisas.

Enquanto estou vivo, procuro por respostas. Depois que mudei para São Paulo, parece que tudo piorou. Acordo carregado, apesar de não acordar tão cedo. Chego do trabalho e a vontade é simplesmente de dormir. E quando não consigo dormir, é essa tristeza que sinto, e venho parar em alguma rede social para desabafar. Toda hora estou tentando mudar. Se não é meu próprio cabelo, é de quarto, de carro, até mesmo de cidade. Algumas coisas até tento.

Tento de várias formas fazer uma mudança para ver se melhoro, mas no fim, tudo continua a mesma coisa. O sentimento ruim é sempre o mesmo. Sentimento de insatisfação comigo mesmo.

Tudo que faço, sempre sinto que está faltando algo… Sinto falta de felicidade…

Jaula

Faz tanto tempo que não entro aqui! Deu até vontade de escrever, embora eu tenha um blog secreto, em que escrevo muito sobre parte da minha vida. Ninguém sabe desse meu blog, se um dia eu morrer, pode ser que nunca achem ou associem que aquele blog seja meu. É melhor assim.

É, amanhã começo mais um dia de trabalho, mas estou tão cansado. Mentalmente na verdade. Mas tenho que agradecer por poder ter um emprego, se não fosse isso, acho que eu iria pirar completamente. Pelo menos é no trabalho que me ocupo e paro de pensar em outras coisas da minha vida. É lá onde tem colegas legais e um ambiente família. Tem dias que são cansativos outros não mas é minha terapia. Aliás, terapia era o que eu precisava fazer, embora eu tenho um imenso problema com horários marcados para algumas coisas.

Uma das coisas que me alivia a alma é poder escrever. Engraçado que aqui na minha cidade, Peruíbe, tenho grande prestígio das pessoas que me conhecem pela TV local. Me vêem sempre alegre no programa, sorrindo, brincando, tirando sarro, mas não fazem ideia do lado prisioneiro que tenho. Um prisioneiro de mim mesmo.

Me sinto como se eu estivesse enjaulado, por uma jaula em que eu mesmo de certa forma criei esse tempo todo, e sinto que só vou poder pegar a chave no momento certo! Em um momento em que vou aprender a ser livre. A jaula na verdade, é minha proteção com o mundo exterior, mais precisamente com o mundo real. Não sei até que ponto vou conseguir lidar com a realidade! Vivo num mundo de sonhos, fantasias porém sem magia. Já pensei até em pegar logo essa chave que sei bem onde está, e fugir para bem longe! Mas não dá, por que não é só eu quem está enjaulado. Sinto que existem coisas, pessoas, enjauladas comigo! E não posso abandoná-las. Não agora!

Dentro dessa jaula, eu grito, berro, mas ninguém consegue me ouvir. Assim como eu não consigo ouvir o que há de fora dela. Nela tenho quase tudo. O que não tenho é por que essa proteção me impossibilita em conquistar. O que está fora da jaula, só vou ter a chance em conquistar assim que eu me libertar. Estou esperando esse dia chegar…

RELACIONAMENTOS

"…Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele

Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim…quem disse que ser adulto é fácil?”

Arnaldo Jabor.
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